sexta-feira, 25 de março de 2011

Grande Loja empossou o novo Grão Mestre 2011-2014



Com o seguinte Discurso, tomou posse no dia 19 de março o novo Grão Mestre da Grande Loja do Paraná, Irmão Iraci da Silva Borges:


Artigo 1

Fica decretado que agora vale a verdade,
que agora vale a vida,
e que de mãos dadas,
trabalharemos todos pela vida verdadeira.
 

Artigo 2

Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
 

Artigo 3

Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresça a esperança.
 

Artigo 4

Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo

O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
 

Artigo 5

Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da menina.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura das palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
 

Artigo 6

Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto da aurora.
 

Artigo 7

Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da caridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo 8

Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.


Artigo 9

Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu amor,
mas que sobretudo tenha sempre
o quente sabor da ternura.
 

Artigo 10

Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida
o uso de traje branco.


Artigo 11

Fica decretado por definição, que o homem é um
animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
 

Artigo 12

Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.
Tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo

Só uma coisa proibida:
amar sem amor.


Artigo 13

Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.


Artigo Final

Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante,
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
ou como a semente do trigo
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

(Decretado Fica – Thiago de Mello)


Iniciei minha fala com o Decreto editado pelo Poeta Thiago de Mello, pois com ele me inspirei para esta primeira manifestação, na condição de Grão Mestre da Grande Loja do Paraná.

Cmte da Delta em aproximação para Tóquio durante o terremoto




Em 22 de março de 2011 12:24, Arnold Pieper  escreveu:


Nesse momento ainda estou inteiro, escrevendo do meu quarto no hotel da tripulação.
São 08:00. Esta é minha viagem trans-pacífica inaugural como recém-checado comandante internacional de 767 e até o momento está sendo interessante, para dizer o mínimo. Eu já cruzei o Atlântico três vezes até agora, de forma que os procedimentos oceânicos já me são familiares.

Diga-se de passagem, é deslumbrante voar sobre as Ilhas Aleutas.

Tudo estava indo bem, até 100 milhas fora de Tóquio, na descida para a chegada.

A primeira indicação de problema foi o controle Japonês começar a colocar todos os vôos em órbitas de espera.

Inicialmente pensamos que era o habitual congestionamento da chegada. Então recebemos do despacho da empresa, via link de dados, uma mensagem avisando sobre o terremoto, seguida por outra avisando que o aeroporto de Narita estava fechado temporariamente para inspeção e deveria ser reaberto em breve (a empresa é sempre tão otimista).

Do nosso ponto de vista, as coisas estavam, obviamente, um tanto diferentes. O nível de ansiedade do controlador japonês parecia bastante elevado, quando nos comunicou que o tempo de espera era "indefinido". Como ninguém se comprometia com relação a um período de tempo mais preciso, pedi a meu co-piloto e relief-pilot que procurassem alternativas viáveis e analizassem nossa situação de combustível, que, após uma travessia oceânica é normalmente baixo.
Não demorou muito, talvez dez minutos e os primeiros pilotos começaram a alternar para outros aeroportos. Air Canada, American, United, etc todos reportando "combustível mínimo".

Eu ainda tinha combustível suficiente para 1,5 a 2,0 horas de espera.
Desnecessário dizer que os vôos alternando logo complicaram a situação.

O controle de tráfego aéreo japonês, em seguida, anunciou Narita fechado por tempo indeterminado, devido à danos.

Os vôos começaram então a solicitar pouso em Haneda, perto de Tóquio. Meia dúzia de JALs e alguns voos ocidentais obtiveram autorização nesse sentido, mas em seguida o controle avisou que Haneda tinha acabado de fechar. Oh-oh!

Agora, em vez de apenas esperas, todos tivemos que começar a considerar alternativas mais distantes, como Osaka, ou Nagoya.


O que é ruim sobre um avião grande é que você não pode apenas decidir pousar em qualquer aeroporto pequeno.

Em geral, é necessária muita pista. Com mais e mais voos se empilhando tanto a leste como a oeste, todos precisando de um lugar para pousar e várias situações de combustível crítico, o controle de tráfego aéreo estava começando a se debater. Na luta, sem esperar meu combustível ficar crítico, obtive autorização para Nagoya, com a situação de combustível ainda boa. Até aí tudo bem.  Após alguns minutos nessa direção, fomos "ordenados" pelo controle para inverter curso.

Nagoya estava saturada com tráfego e incapaz de lidar com mais aviões (leia-se aeroporto lotado). Idem para Osaka.

Com essa declaração, nosso combustível passou instantaneamente de bom para mínimo, considerando que poderíamos ter que fazer um desvio muito mais longo. Multiplique nossa situação por uma dúzia de aeronaves todas no mesmo barco, todas fazendo exigências e ameaças ao contrôle para alternar em algum lugar.

Um Air Canada e depois outro foram para "emergencia" de combustível. Aviões começaram a pousar em bases da força aérea.

A mais próxima a Tóquio era Yokoda AFB. Entrei nessa também, inicialmente. A resposta - Yokoda fechada! Não há mais espaço.

A essa altura o cockpit se transformou em um Circo de tres picadeiros: meu co-piloto nos rádios, eu voando e tomando decisões e o relief-pilot enterrado nas cartas aéreas tentando achar um lugar para onde ir, que estivesse dentro do alcance, enquanto mensagens voavam  pelo link de dados entre nós e o despacho da empresa em Atlanta. Escolhemos Misawa AFB na extremidade norte da ilha de Honshu. Podíamos chegar lá com combustível mínimo ainda restante. O Controle, feliz por se livrar de mais um, nos autorizou a sair do turbilhão da região de Tóquio. Ouvimos o contrôle tentar enviar vôos para Sendai, um pequeno aeroporto regional no litoral que mais tarde me parece foi inundado por um tsunami.

O despacho em Atlanta, a seguir, nos enviou uma mensagem perguntando se poderíamos continuar até o aeroporto de Chitose, na ilha de Hokkaido, no norte de Honshu. Outros aviões da Delta estavam sendo mandados para lá. Mais correria no cockpit - Checar meteoro, checar as cartas, checar combustível, tudo bem. Poderiamos fazê-lo sem entrar em uma situação crítica de combustível... desde que não tivéssemos outro atraso. Quando nos aproximamos de Misawa obtivemos autorização para continuar a Chitose.

Processo de tomada de decisão crítica. Vamos ver - tentando ajudar a empresa - aeronave sobrevoa alternativa perfeitamente boa em favor de uma mais distante... queria saber como isso iria parecer no relatório de segurança, se algo desse errado.

De repente o controle nos dá um vetor para uma posição bem antes de Chitose e nos diz para aguardar instruções de espera. Pesadelo realizado. A situação deteriora-se rapidamente. Depois de uma espera inicial perto de Tóquio, iniciar um desvio para Nagoya e inverter o curso de volta a Tóquio, em seguida, voltar a desviar para o norte até Misawa, toda nossa feliz reserva de combustível agora se evaporava rápidamente. Minha transmissão seguinte, parafraseado claro, foi mais ou menos assim:

"Controle Sapparo - Delta XX solicita liberação imediata direto Chitose, combustível mínimo, impossibilitado de efetuar espera."

"Negativo-Ghost Rider, o tráfego está lotado" (citação do filme Top Gun)

"Controle, correção,  Delta XX declarando emergência de combustível, prosseguirá direto Chitose."

"Roger Delta XX, entendido, você está liberado direto Chitose, contate agora o controle Chitose .... etc ..."

Decidi dar um basta e me antecipar, antes de ficar com o combustível criticamente baixo em outra órbita por tempo indeterminado, principalmente após haver ignorado Misawa, jogando assim minha última cartada ... declarando uma emergência. O inconveniente é que agora eu teria uma papelada da empresa para preencher, mas... e daí.



Dessa forma - desembarcamos em Chitose com segurança, com pelo menos 30 minutos de combustível restante antes de atingir uma "verdadeira" situação de emergência de combustível. É sempre um bom sentimento, estar seguro. Eles nos taxiaram para uma área remota do estacionamento, onde cortamos e assistimos uma meia dúzia ou mais de aeronaves chegando em fila. No final, da Delta haviam dois 747, nosso 767 mais um outro e um 777 todos no pátio em Chitose. Vimos também dois aviões da American Airlines, um United e dois Air Canada.

Para não falar dos muitos aviões da Al Nippon e Japan Air Lines.

PS - Nove horas depois, a JAL finalmente conseguiu trazer uma escada até nosso avião e fomos capazes de desembarcar e fazer alfândega. - Que no entanto, é outra história interessante.

Por falar nisso - enquanto escrevo esta - senti quatro tremores adicionais que abalaram o hotel um pouco - tudo em 45 minutos.

Felicidades.

Trad. A.Pieper

Enviado Pelo Cmte Navarro .’.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Slat



Slat é um dispositivo de hipersustentação auxiliar, que nada mais é do que uma porção do próprio bordo de ataque (parte frontal) da asa que se desloca à frente para permitir a passagem de ar da parte inferior (intradorso) para a parte superior (extradorso) pela fenda ali formada, melhorando assim o escoamento do ar em elevados ângulos de ataque e retardando o descolamento da camada limite.
Quando acionados, se distendem para a frente e para baixo, criando um perfil que "represa" a camada de ar sob as asas, aumentando enormemente a sustentação das mesmas. São, portanto, superfícies fundamentais nos estágios iniciais e finais de voo, durante a decolagem e aproximação, quando a velocidade é mais baixa e a necessidade de sustentação é mais crítica.
Os SLOT ( também denominado fenda ou ranhura) é um dispositivo hirpersustentador que aumenta o angulo de ataque crítico do aerofólio. Consiste numa fenda que suaviza o escoamento no extradorso da asa, evitando o turbilhonamento. Isso faz com que a asa possa atingir ângulos de ataques mais elevados,isto é,produzir mais sustentação.
Existem um tipo de SLOT que fica recolhido durante o voo normal, so entrando em funcionamento quando é necessário. Esses SLOT móveis sao denominados SLAT's.


quarta-feira, 23 de março de 2011

A Escada de Jacó



A escada de Jacó é um símbolo religioso e iniciático. Lembra a cena que o patriarca bíblico viu em sonho, uma escada posta em terra, cujo topo tocava os céus e pela qual os anjos subiam e desciam. Um veículo que conduzia à morada de Deus, galgando-se degrau por degrau, em busca da perfeição. É um emblema maçônico. Tanto a subida (ascensus) quanto a descida (descensus) têm seu cume ancorado numa base, por isto, o Mestre Eckhart disse: o que existe de mais alto em sua insondável Divindade corresponde àquilo que mais baixo existe nas profundezas da humildade. Aí está a transcendência da vocação humana. Somos o que queremos ser.

Figura forte do cenário de Gênesis é a estupefação de Jacó: "na verdade Jeová está neste lugar e eu não sabia". Este não é outro lugar senão a Casa de Deus e é também a porta do céu.

Ao chegar ao grau 33, no Rito Escocês Antigo e Aceito, o postulante se vê, também, diante da porta do céu; uma porta fechada e sem fechadura. Não há chave. É a porta do coração - o centro vital do ser humano, símbolo das decisões intelectuais. Esta porta só se abre por dentro, abre-se sozinha e só aceita quem seja digno de entrar. Entrar no coração do homem que vai trabalhar pela felicidade da humanidade. O que Jacó sonhou haveremos nós de enxergar com nossos olhos mentais e espirituais, o que liturgicamente significa o caminho sagrado de Deus e maçonicamente, o da perfeição.

terça-feira, 22 de março de 2011

Altímetro.




Instrumento de bordo destinado a favorecer medidas de altitudes da aeronave.

            Altitude Pressão

            Altitude  nível de pressão Padrão de 1013.2 HectoPascais (29.92 polegadas de mercúrio). Quando inserida a pressão padrão no altímetro, esta altitude leva o nome de “nível de Vôo” FL= Flight Level e é expresso em centenas de pés.
            Se um vôo a FL125 defina altitude sem correção ou altitude QNE.

            Altitude Indicada: Altitude quando o altímetro tem como referência de ajuste a pressão do local sobrevoado. Ajuste a pressão de QNE para QNH.

            Altitude Densidade: Altitude Pressão corrigida, erros de temperatura.

            Altitudes Verdadeira: Altitude Pressão corrigida para os erros de pressão e temperatura.

            Altitude Absoluta ou Altura: Distancia vertical de uma aeronave em relação ao terreno sobrevoado.

            Altitude Calibrada: Altitude corrigida para erros mecânicos.

            Numa região fria a tendência natural de ar atmosférico é possuir maior densidade do que numa região quente, causando assim um espaçamento entre dois níveis de mesma pressão diferentes do padrão normal.
            O altímetro de bordo compõe-se basicamente de uma cápsula aneróide que se expande ou contrai de conformidade com a pressão nela exercida.
            Pressão sobre a cápsula é pressão atmosférica captada no tubo de Pitot.

            Ajuste QNE

            Inserido 1013.2 hPa (29.92 polegadas Mercúrio) ajuste chamado de ajuste padrão. Será sempre expressa por Nível de Vôo, ou seja, 3500 pés serão informados como FL35. Ajuste para vôos em rota.

            Ajuste QNH

            Inserido quando informado pelo órgão de Serviço de Tráfego Aéreo. Que ocorre num aeródromo, reduzido ao MSL. Para aproximações e pouso num aeródromo, Conhecido como ajuste de altímetro, indica a elevação do aeródromo quando a aeronave estiver no solo. Quando ajuste é QNH as altitudes serão informadas em pés, servindo também para verificação dos erros de altímetro quando estiver no solo antes da decolagem.

            Troca de ajuste QNH para QNE ou vice-versa ocorre em dois pontos distintos.

            Altitude de transição – altitude em que o ajuste é trocado de QNH para QNE e ocorre em vôo após a decolagem da aeronave de um aeródromo.
            Locais onde não constar em publicações a altitude de transição o procedimento é trocar de QNH para QNE ao cruzar 3000 pés de altura em relação ao aeródromo.

            Nível de transição – altitude onde é trocado de QNE para QNH e quando uma aeronave se aproxima de um aeródromo para pouso. Será informado por um Órgão de Tráfego Aéreo situado ligeiramente acima da altitude de transição. No caso de ajuste em um aeródromo sem Órgão será ajustar o altímetro de QNH do aeródromo mais próximo que irá pousar.

                                   Indicador de Subida ou Decida

            Conhecido como de velocidade Vertical ou Climb, instrumento de bordo que possibilita conhecer a razão de subida ou descida que uma aeronave desenvolve. Sua unidade é dada em pés por minuto.
           
            Funcionamento é simples: Pressão atmosférica ou estática captada no tubo de Pitot é transmitida por duas linhas de pressão até a caixa do instrumento que possui no seu interior uma cápsula aneróide.

            No climb a indicação para Cima significa positiva a razão de quantos pés ele sobe por minuto.
            A indicação no (0=Zero) significa vôo nivelado e a indicação para baixo significa negativa indicando quantos pés por minuto a aeronave ira descer.

            Velocímetro

            Instrumento mais importante na aeronave, seu principio de funcionamento baseado nas pressões estáticas e de impactos captadas no tubo de Pitot.
            Pressão de impacto é levada por um tubo de até a inferior de uma cápsula aneróide agindo nela de dentro para fora.
            Pressão estáticas conduzida por um tubo até a caixa do velocímetro agindo de fora para dentro. Quando aeronave está parada em relação ao ar as pressões nos dois tubos tem mesmo valor e o ponteiro indica ZERO. Aeronave se movimentando a relação ao ar à pressão e a cápsula se expande movimentando o ponteiro.

            Velocidade da aeronave indicará corretamente a velocidade em relação ao ar quando a pressão for 1013.2 hectoPascais e a temperatura do ar for de 15° Celsius.

            Medidas que subirmos, em altitude de variações da densidade do ar atmosférico, as pressões estáticas e de impacto diminuem.
            Devemos ressaltar que, a principio, a velocidade obtida no velocímetro tem como base o deslocamento da aeronave em relação ao ar e não relação ao solo. As velocidades podem ser definidas como:


Velocidade Indicada (VI)
Conhecida como IAS = (Indicated Air Speed)
Velocidade vista no instrumento.
Velocidade Calibrada (VC)
Erros de instalação ou posição.
Velocidade Equivalente (VE)
Conhecida como EAS(Equivalent Air Speed)
É a VC corrigida para erros de compressibilidade do ar. Erro ocasionado pelo aquecimento no tubo de Pitot com impacto das partículas de ar. Aumenta o erro com a velocidade e depende da altitude. Quando a velocidade for até 250 KT(nós).
Velocidade no ar, verdadeira ou rodinâmica (VA)
É a (VE) ou (VC) corrigida para os erros de densidade (pressão e temperatura). Consideramos que a VA aumenta 2% em relação a VI, para cada 1000 pés que subimos. Seria a velocidade desenvolvida em vôo em relação ao ar e ela independente do vento. Conhecida como TAS (True Air Speed).
Velocidade no Solo (VS)
È a VA equacionada vetorialmente com efeitos do vento sobre a aeronave. Dizer que é a velocidade da sombra da aeronave sobre a superfície terrestre. Conhecida como GS (Groond Speed)


segunda-feira, 21 de março de 2011

ORLA DENTEADA



A “Orla Denteada”, no século XVIII, era formada por uma corda que circundava o Pavimento Mosaico e que era ornamentada com borlas, derivando daí o nome de “Borla Denteada” que, por um fenômeno de semântica, se transformou em “Orla Denteada”. Sua apresentação simbólica se identifica com os planetas que circundam o Sol e ainda, com a muralha formada pelos adeptos que são espíritos que atingiram à perfeição e que se dispõem em torno dos homens com a finalidade de proteger a humanidade. Simboliza mais as virtudes da Temperança, Fortaleza, Prudência e Justiça; os quatro elementos dos antigos: água, fogo, terra e ar. Pesquisando a história da Orla Denteada, remonta aos tempos em que as sessões maçônicas eram feitas fora dos Templos. Em qualquer sala, onde se reuniam os Irmãos em torno de uma mesa, pintava-se no chão, geralmente com carvão, o Painel que continha o Pavimento Mosaico e vários outros símbolos maçônicos. Em torno deste desenho vinha a Orla Denteada, formada por uma corda com vários nós. Terminada a sessão, a corda era guardada e o desenho apagado cuidadosamente. Mais tarde, para simplificar o trabalho faziam-se, geralmente de metal, os vários símbolos dos objetos que ornavam o Painel e, quando das reuniões bastava colocar-se a corda e espalharem-se os emblemas no espaço por ela delimitado. O progresso continuou e apareceu então um retângulo de tecido em torno do qual se punha a corda. Neste retângulo estavam pregados os emblemas dos objetos simbólicos. Terminada a sessão bastava enrolar-se aquele retângulo e tudo estava preparado para outra. Por último, o Painel foi definitivamente pintado e exposto permanentemente nas lojas.

A Orla Denteada é uma figura denteada que cerca o mosaico do Templo, simbolizando a união que deve existir entre todos os homens quando o amor fraternal dominar todas as nações e todos os corações.
Mostra-nos o princípio de atração universal simbolizado no amor e representa, também, com os seus múltiplos dentes, os planetas que gravitam ao redor do Sol, os povos reunidos em torno de um chefe, os filhos reunidos em volta do pai, enfim, os Maçons unidos e reunidos em torno da Loja, cujos ensinamentos e moral aprendem, para espalhá-los aos quatro cantos do Orbe.
As interpretações simbólicas da Orla Denteada são numerosas. Certos rituais franceses dizem que ela pretende ensinar ao Maçom que a sociedade da qual ele constitui uma parte envolve a Terra e que à distância, longe de afrouxar os laços que unem os membros entre si, os atrai com maior força.
Lenning afirma que ela simboliza os laços fraternais pelos quais todos os Maçons são unidos.
Gädicke, no entanto, segundo Mackey, é mais preciso, definindo-a como “o laço universal pelo qual todo Maçom deve estar unido aos seus irmãos”, e acrescentando que “consistiria de sessenta filetes ou fios, porque segundo os antigos estatutos, a nenhuma loja era permitido ter mais de sessenta membros”.
Para Plantagenet: “A Orla Denteada simboliza a Fraternidade que une todos os Maçons, sendo assim uma reprodução material e permanente da “Cadeia de União”.
J. Boucher (LSM) diz que, segundo a definição de Oswald Wirth, a Orla Denteada deve ser composta de triângulos eqüiláteros pretos e brancos, estes últimos com a ponta voltada para fora, pois “indicam a influência iluminativa exercida sobre nós pela imensidade-ambiente daquilo que ignoramos. Neste caso, os triângulos pretos exprimiriam, por parte dos iniciados, um esforço de compreensão receptiva, ao passo que os triângulos brancos, cuja ponta está voltada para o exterior, denotariam uma espécie de ofensiva contra o mistério do espírito humano...”.

CONCLUSÃO

A ORLA DENTEADA, simbolizando o princípio da Atração Universal, insta-nos a unirmos cada vez mais, nos mais variados níveis de convivência social, quer seja em nossos círculos de amizade, de família ou de fraternidade em torno de nossa Loja e com nossos irmãos em todo o mundo, através do Amor Fraternal.
Da trilogia fundamental da Maçonaria - liberdade, igualdade e fraternidade - este último princípio, a fraternidade, diria que é o mais importante. Entretanto, essa fraternidade com que nossa Ordem nos presenteia não é mágica, não nasce ou é incutida mediante a iniciação à Maçonaria, ela deve ser ensinada, aprendida, cultivada e protegida diariamente. Vemos assim que para atingirmos a "excelência do amor fraternal" é necessário polir, e muito bem polida, nossa pedra bruta, exercitando todos os ensinamentos morais que a Maçonaria nos traz desde o momento em que nos dá à Luz.
Então quanto mais estreitos os laços fraternais entre os irmãos de uma Loja, maior, com certeza, será a força e a beleza de seus trabalhos e mais benefícios trará aos Obreiros de seu quadro, aos demais irmãos de seu Oriente e à comunidade onde está inserida e, assim, à Maçonaria Universal.
Sejamos, pois, maximizadores do Amor do GADU amando e amparando a todos os Irmãos e lutando pelo encaminhamento de nossos pares, rumo à morada Divina, que é a origem e fim de nossos passos.
Termino minha explanação, invocando a força do significado da ORLA DENTEADA, decantando a alegria do convívio fraternal que expressa o Salmo 133:

"Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Aarão e que desce a orla das suas vestes. É como orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, por que ali, o Senhor ordena benção, e é vida para sempre”.

domingo, 20 de março de 2011

Circuito de tráfego padrão.



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