sexta-feira, 8 de abril de 2011

O voo do quero quero.




Há vários anos, havia um rapaz apaixonado por aviões e de poucos recursos financeiros que costumava visitar o Aeroclube do Paraná. Embora ninguém soubesse seu nome, em pouco tempo ele cativou simpatia de pilotos, alunos e instrutores. Em uma ocasião um instrutor perguntou se ele não queria fazer o curso e ele respondeu que não tinha dinheiro.
Após isso, então, ele foi convidado a trabalhar como ajudante na oficina, o que lhe deixaria mais perto dos aviões. Prontamente ele aceitou.
Como todos gostavam dele, quando sobrava algum lugar em um vôo, passavam pela oficina do Aeroclube e perguntavam se ele queria ir junto. Ele sempre respondia "Quero! Quero", o que acabou fazendo com que ele fosse batizado com o apelido "Quero-quero".
Certo dia, um instrutor foi fazer um vôo solo em um Biplano acrobático do aeroclube. Quero-quero correu até o piloto e perguntou se podia acompanhá-lo. O piloto perguntou:
- Quero-quero, você sabe saltar de pára-quedas?
- Não, mas já vi muita gente fazendo isso, por quê? Vou precisar saltar?
- Nunca se sabe, mas o uso de pára-quedas é obrigatório nesse tipo de avião.
- Tudo bem, eu uso! Eu vou!

Então o instrutor entregou um velho pára-quedas ao Quero-quero e passou uma instrução básica de salto.
Eles embarcaram, com o piloto à frente e o Quero-quero no assento traseiro.
Taxiaram, decolaram e foram sobrevoar uma área de banhados, onde iniciariam algumas manobras.

Logo na primeira manobra, o piloto iniciou um "looping". No meio da manobra, quero-quero se assustou e puxou firmemente o manche. O piloto gritou: "Quero-quero! Solta! Solta!"
Logo, viu que os comandos ficaram mais leves e acreditou que o companheiro estava mais calmo.
Então ele fez algumas manobras, terminou o vôo e foi para pouso. Após o pouso, ele virou para trás para elogiar o comportamento de Quero-quero. Para seu espanto, ele não estava no avião! Virou para os lados, e nada. Decidiu decolar e sobrevoar a área das manobras, procurando seu passageiro. Nada.
Retornou ao aeroclube, tentou buscar notícias e nada. Decidiu passar a noite no Aeroclube. Logo que amanheceu, começou a formar, com os demais pilotos, uma equipe de resgate, para tentar achar algum sinal do rapaz. Enquanto tentavam conseguir um veículo apropriado para as buscas, para a surpresa de todos, chega Quero-quero, totalmente sujo de lama.
Um dos pilotos pergunta:
-Quero-quero, o que aconteceu com você?
Ele responde
- A gente tava lá em cima, de cabeça para baixo e o seu piloto disse "Salta, salta!" e eu saltei... só que caí num banhado e demorei a noite toda para conseguir sair de lá!

 Do livro "Vivos por acaso" de Adil Calomeno
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O horizonte.




Certa vez alguém chegou ao céu e pediu pra falar com Deus porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido...
Deus o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na Criação.

- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser... mas no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada - disse aquela pessoa para Deus.

- E que coisa é essa que não serve para nada? Perguntou Deus.
- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminho quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido! O horizonte não serve pra nada!.

Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse:
- Mas é justamente para isso que serve o horizonte...
“PARA FAZÊ-LO CAMINHAR!”.

(James Faust - do Livro “A Palavra
de Deus”)

terça-feira, 5 de abril de 2011

O porco espinho



Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Decidiram então se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados; então, precisaram fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era receber o calor do outro.
E assim sobreviveram!


segunda-feira, 4 de abril de 2011

chegada de avião da banda Iron Maiden a Curitiba




A banda Iron Maiden chegou Curitiba na tarde desta segunda-feira (4) para um último show no Brasil, que traz a turnê "The Final Frontier", título de seu álbum mais recente.
A aeronave, um Boeing 757-200 apelidado de "Ed Force One" alugado pela banda da empresa aérea Astraeus, da qual Bruce Dickinson é piloto regular quando está fora de turnê, tocou o solo de Curitiba às 15h41 horário local. Após a aterrissagem da aeronave, muitos fãs correram em direção ao terminal de carga para tentarem algum contato ou até mesmo uma foto dos integrantes que estavam indo para o hotel, mas sem sucesso. O Iron Maiden encerra a turnê no Brasil em Curitiba nesta terça-feira (5) às 21h na Arena do Expotrade em Pinhais e partem para Buenos Aires na quarta-feira (6) para dar continuidade à turnê.

Fonte : http://g1.globo.com/vc-no-g1/noticia/2011/04/fa-fotografa-chegada-de-aviao-da-banda-iron-maiden-curitiba.html

domingo, 3 de abril de 2011

O tamanho do universo




"Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: Que tamanho tem o universo?
Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu:
O universo tem o tamanho do seu mundo.
Perturbada, ela novamente indagou: Que tamanho tem meu mundo?.
O pensador respondeu: Tem o tamanho dos seus sonhos".

Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

Sonhe!

(Augusto Cury)

sábado, 2 de abril de 2011

Chevrons, a novidade para reduzir ruídos.


Quem observou imagens do lançamento do novo Boeing 747-8 deve ter notado que as extremidades das turbinas e dos fans por onde o ar que passou pela turbina é expelido estão agora recortadas como as bandeirinhas dos quadros de Volpi. Essa é a grande sacada: embora pareça uma medida simples, a adoção dos chamados “chevrons” exigiu anos de pesquisas até se chegar a um ponto ideal no qual a superfície com as pontas funcionasse efetivamente como um poderoso redutor de ruído. O princípio ali é simples: evitar que a passagem do ar aquecido que é expelido pela turbina - gerando portanto turbulência - continue com tal característica. As pontas fazem com que essa mesma turbulência seja dissipada antes mesmo de chegar ao exterior da nacele do propulsor.









Os engenheiros e pesquisadores que se debruçaram sobre o assunto gastaram muito tempo até achar o ângulo correto e a quantidade de recortes necessários para uma redução. Em certos casos, as mexidas começavam na base da tentativa e erro e, não raro, recortes mais pronunciados acabaram representando um aumento do ruído e não uma redução. As dificuldades no processo, inclusive de fabricação das ferramentas capazes de produzir os sulcos corretamente, foram superadas com o uso de métodos diferentes de análise, como feixes de luz, lasers e fotografias em alta velocidade - tudo dentro dos túneis de vento. O objetivo, agora que os “chevrons” já estão sendo utilizados nos novos propulsores, é trabalhar no sentido de reduzir, também, o consumo de combustível. O meio-ambiente, e os vizinhos de aeroportos (entre os quais me incluo tanto no Rio quanto em São Paulo) agradecem.

Os aviões das fotos anexas à matéria não operam em aeroportos restritos como Congonhas e Santos Dumont. Todavia, no futuro, a tecnologia de redução de ruídos desses motores poderá vir a ser ser utilizada em outras aeronaves de menor porte.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

PIADA DE BODE



Milas recebe em casa a visita dos irmãos Otaner e Ramehda. A esposa de Milas auxilia na recepção e todos se cumprimentam e se beijam. Com a alegria de sempre, eles se sentam e antes de iniciarem as conversas, Milas pede à esposa:


- “Querida, por favor, peça à Maria que providencie aquele cafezinho três ´efes` – fraco, frio e fedido pra esses dois ´efes` – sorrindo, e antes de aparecer adjetivos maliciosos, completou: “faltantes e fraternos”. Todos riem muito.
Na verdade eles estavam pedindo “cobertura de sala”, temporária, à cunhada. Ela entende muito bem, pede licença e sai. Recomenda à empregada que prepare o café e volta afazer o que fazia antes na saleta anexa: costurar a alça do avental de Milas que havia arrebentado. Enquanto costura vai pensando: “Milas está engordando muito; precisa moderar nesses… Como é mesmo aquela palavra que eles falam? …a..ágape…isso…precisa diminuir esses ágapes semanais”. E a conversa na sala principal e tão alta que chega a ser impossível deixar de ouvi-la. - “Ontem eu estive na Quinta Essência”, disse Otaner.


- “E ela é da Sereníssima?”, pergunta Ramehda.


- “Lógico, é a 349. Foi uma sessão pra lá de Jota e Pê. Não era Magna, todos estavam de balandrau, mas fizeram a entrada de Past Máster com a abóbada de aço e estrelas. O Veeme comandou uma bateria incessante. Depois esse Filho da Viúva apresentou uma senhora peça de arquitetura. Falou de um obreiro que seguiu para o Oriente Eterno, depois de trabalhar incessantemente nas Pedras Bruta e Polida e considerava o Livro da Lei a obra máxima na Terra”.
Com a agulha e a linha, a cunhada vai unindo novamente a alça do avental, mas, por mais que se esforce, não consegue unir aquelas palavras a um sentido qualquer.


- “E eu estava, na semana passada, na Era de Aquários, lá em Ribeirão”, fala Ramehda. “Eu nunca vi tantas colunas gravadas na bolsa”! Eram pranchas e mais pranchas, muitas prévias, e um pedido de Quit-Placet; todos ficaram surpresos, principalmente as luzes; fiquei com pena do Secretário a medida que o Veeme ia decifrando, ele ia botando tudo aquilo no balaústre. Também fiquei bobo de ver a quantidade de metais no Tronco. “A única coisa que eu não gostei, foi quando eles formaram a cadeia para passar a semestral, eu tive de ficar no Átrio”.
A esposa continua a não entender bulhufas.


- “Mas é claro, se você não é do Quadro…”, argumenta Milas. “Nesse caso não importa quantos degraus você subiu na escada de Jacob. E, falando nisso…”, continua, “em junho participei de trabalhos de banquete, na Seguidores em Cruzeiro. Meti o meu ‘ne varietur’ no livro e nem foi preciso ser trolhado. O betume estava delicioso e a pólvora vermelha estava divina. Fizemos bons fogos. Na bem da Ordem, ou melhor sobre o Ato, falei sobre alguns landmarks e depois agradeci”.
A cunhada já se considerando uma estrangeira, serve o café em silêncio e momentos seguintes os irmãos se despedem e se vão, após o tradicional “Que o Supremo Arquiteto os acompanhe”.


- Querido – pergunta a esposa – Por que vocês não conversam como pessoas normais?”
Milas beija-lhe a fronte e, sorrindo, responde:


- “Porque você é uma linda goteira!”