terça-feira, 3 de maio de 2016

O ÂNGULO DO COMPASSO NA MAÇONARIA




Qual o ângulo em que deve ser aberto o Compasso e por quê?”
Antes de tratar do tema especificamente, devemos nos lembrar que os símbolos não são fórmulas fixas, variando de formas e significados conforme o tempo e as culturas e, no caso maçônico, também conforme os “achismos” dos ritualistas e autores. Por esse motivo, pode-se encontrar significados e explicações diferentes para um determinado símbolo maçônico conforme variações de país, obediência, rito, época, etc.
No caso do ângulo de abertura do Compasso, você encontrará por aí várias opções, cada uma com sua respectiva teoria e seus defensores:
- O compasso aberto em 45° nos três graus simbólicos;
- O compasso aberto em 60° nos três graus simbólicos;
- O compasso aberto em 72° nos três graus simbólicos.
- O compasso aberto em 30° no Ap, em 45° no Comp, e em 60° no Mestre;
- O compasso aberto em 30° no Ap, em 60° no Comp, e em 90° no Mestre;
Veja que os ângulos variam entre 30° e 90°. Será que há algum motivo oculto para isso? Nenhum, além do fato que em menos de 30° ou mais de 90° o desenho do Compasso com o Esquadro fica um tanto quanto desarmônico!
Você poderá encontrar vários diferentes significados para o(s) ângulo(s) do Compasso. Segue os mais comuns:
- Teoria dos “30°, 45°, 60°”: representa o alcance do conhecimento humano. O Maçom aumenta seu intelecto conforme o grau, mas nunca ultrapassa 1/6 (60° em 360°), que seria o “limite humano”. – Em resumo, chamam o Aprendiz de retardado mental;
- Teoria dos “30°, 60°, 90°”: representa a relação do espírito com a matéria, em que o Aprendiz começa com o Compasso mais fechado, mostrando que a matéria está prevalecendo, e o Compasso vai se abrindo a cada grau, mas chegando ao máximo no ângulo da matéria (esquadro), de 90°. – Será que se abrir mais do que 90°, o maçom morre?!?;
- Teoria dos “72°”: representa o ângulo interno das pontas do Pentagrama, símbolo presente na Estrela Flamígera e desvendado por Pitágoras. - Mas o Esquadro e o Compasso não têm juntos 06 pontas?.
Das teorias do Compasso com ângulo fixo nos três graus, a teoria de 60° é a mais forte, presente na maioria dos rituais e gravuras atuais. Essa teoria se reforça nas seguintes questões:
- É comum relacionar o símbolo do Esquadro e Compasso com o do Hexagrama (estrela de seis pontas), ou melhor, a Estrela de Davi, que é um símbolo muitas vezes relacionado ao GADU e ao Templo de Salomão. As 06 pontas do exagrama possuem o ângulo interno de 60°.
- O triângulo perfeito, que seria o símbolo maior da Maçonaria, com 3 lados iguais, é composto por 3 ângulos internos de 60°.
- Considerando o Esquadro como símbolo da retidão e o Compasso como símbolo da perfeição, o Esquadro forma o triângulo-retângulo, 90° (retidão), e o Compasso em 60° forma o triângulo-perfeito (perfeição).
Porém, apesar de mais coerente e comum, a teoria do ângulo de 60° não é a correta. Aliás, nenhuma pode ser considerada como a verdadeira, a original.
Infelizmente, vê-se na Maçonaria uma tendência em adicionar à nossa simbologia significados extras, ocultos, inexistentes. O Compasso é apenas mais um típico exemplo disso. Uma breve análise de gravuras maçônicas de Esquadro e Compasso do século XVIII e XIX, quando do nascimento das primeiras Obediências e Ritos, é o bastante para comprovar que não havia uma conformidade no ângulo de abertura do Compasso. O símbolo era sempre composto de um Compasso aberto e um Esquadro, mas pouco importando o ângulo do compasso que, conforme as gravuras, era sempre inexato: 32°, 44°, 56°, 64°, etc.
Enfim, essa preocupação “numerológica” é coisa bem mais recente, apenas outro “enxerto” em nossos rituais.
Autor  



Todos sabem que o anel do grau 33 deve ser de ouro. No entanto, esse objeto de desejo de tantos maçons não é cobiçado pelo valor de seu metal, e sim pela dignidade que ele representa. Se no Brasil, um maçom deve dedicar algo em torno de 6 a 10 anos para alcançar o 33º grau (a não ser que ganhe acesso ao restrito Elevador de Jacó), tempo esse que serviu de inspiração para o termo “faculdade de Maçonaria”, nos EUA muitos são os que falecem no 32º grau ou, no máximo, no 32,5º, o KCCH.
Porém, um maçom dos EUA resolveu quebrar essa “regra de ouro”. Ninguém menos do que Frank Sherman Land, o fundador da Ordem DeMolay, quando investido no grau 33, em 1925, adotando um anel de prata, em vez de ouro. Essa iniciativa lhe trouxe muita dor de cabeça na época, que foi diminuindo com o tempo e sua projeção como um dos mais importantes maçons de todos os tempos.
A polêmica do anel de prata já havia desaparecido quando, em 1945, seu grande amigo, conterrâneo e Presidente, Harry Truman, também foi investido no grau 33. Muitos foram os que relataram ter visto o Presidente Truman, em algumas ocasiões, ostentando também um anel de prata do grau 33. Alguns acreditaram que ele estava utilizando o próprio anel de Frank Sherman Land. Mas quem ousaria criticar de alguma forma o Presidente dos Estados Unidos?
A amizade de Frank Sherman Land e Harry Truman era conhecida por todos. Land era tido como o melhor amigo de Truman, que elogiava publicamente Land sempre que possível e se pronunciava também publicamente em favor da Ordem DeMolay, iniciativa de seu amigo. Há inclusive a célebre frase que Truman teria dito a respeito de Land: “Frank gosta de mim, apesar dos meus defeitos, e gosto dele porque ele não tem nenhum”. Assim, a ideia de que Truman usara o anel de Land não era totalmente absurda.
O anel de Frank S. Land é mantido em exposição, junto de outros pertences maçônicos, desde seu falecimento, e o uso do mesmo anel, ou de um similar, por Truman, caiu no esquecimento como uma lenda. Isso até dezembro do ano passado, quando o anel de Truman foi descoberto. Um anel de prata, idêntico ao de Land, e cujas inscrições internas comprovam que havia sido um presente de Land para Truman.
E agora, em abril deste ano, pela primeira vez os dois lendários anéis de prata do grau 33, de dois dos mais famosos maçons do mundo, serão expostos em conjunto, na 2016 Truman Lecture, conduzida por Clifton Truman, escritor e pesquisador maçônico, neto do Presidente Truman.



Atualmente o Brasil tem enfrentado uma de suas maiores crises políticas, o que tem incitado maçons e grupos de maçons a defenderem a bandeira da atuação política da Maçonaria, muitas vezes apelando à suposta atuação política da Ordem na história do Brasil.
Muitos são os maçons, Lojas ou até mesmo Obediências maçônicas brasileiras que acreditam que, na qualidade de maçons ou da Maçonaria, podem exprimir opiniões favoráveis ou contrárias a algum político ou partido político.
Deve-se levar em consideração que, em 1938, a Grande Loja Unida da Inglaterra e as Grandes Lojas da Escócia e da Irlanda publicaram conjuntamente, “The Aims and Relations of the Craft”, que basicamente é a relação dos princípios fundamentais da Maçonaria, que garantem a regularidade dessas três Grandes Lojas e daquelas que as mesmas reconhecem ou venham a reconhecer. Esses princípios são compreendidos como universais pela comunidade maçônica regular internacional. Observe com atenção o item 6 de tais princípios:
 Enquanto a Maçonaria inculca em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e de cidadania, reserva-se ao indivíduo o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos. Entretanto, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas (GRIFO NOSSO).
 Ora, tendo a Ordem Maçônica seu aspecto de universalidade no que tange a religiões e convicções políticas, que se autodeclara eterna defensora das liberdades civil, religiosa, política e intelectual, como poderia a mesma permitir um posicionamento maçônico que emita preferência política a favor ou contra quem ou o que quer que seja, sem desrespeitar o direito universal de seus membros, independente se maioria ou minoria, e, principalmente, sem desrespeitar sua própria natureza?
É por essa razão que uma das obrigações maçônicas mais antigas declara que “um maçom na sua qualidade maçônica não faz nenhum comentário sobre política, ou que possa ser interpretado como se aliasse sua Grande Loja com um determinado partido político ou facção”.
E a Maçonaria Regular leva esse princípio e essa regra muito a sério. Tanto que, há poucos anos atrás, a Grande Loja Nacional Francesa perdeu o reconhecimento das mais importantes Grandes Lojas da Europa, da América do Norte e de outras partes do mundo, simplesmente por ter publicado uma carta aberta de apoio a um candidato. E muito precisou ser feito para que a GLNF começasse a recuperar, aos poucos, tais reconhecimentos. No entanto, por alguma razão, algumas instituições maçônicas brasileiras cometeram irregularidade idêntica na última eleição presidencial. Sorte que a repercussão de uma carta aberta da Maçonaria no Brasil tem muito menos relevância, impacto e divulgação do que em outros países.
Mas você tem total direito de pensar que, se for para a Maçonaria mudar o país, “vale o risco”. Entretanto, parafraseando Burke, “a Maçonaria que não conhece a sua história está condenada a repeti-la”. Convido-o a analisar quais foram as consequências da atuação política da Maçonaria brasileira:
Em 1816 é fundada em Pernambuco a Grande Loja Provincial de Pernambuco, tendo como seu Grão-Mestre o Irmão Antônio Carlos de Andrada e Silva. Ela era subordinada ao Grande Oriente Brasileiro, fundado em 1809, em Salvador – BA, a verdadeira Primaz do Brasil (não confundamos com o Grande Oriente do Brasil, fundado apenas em 1822, no Rio de Janeiro). Essa Obediência pernambucana, em menos de um ano depois de sua fundação, foi a principal promotora da Revolução Pernambucana. Resultado: uma lei régia de 1818 proibiu o funcionamento da Maçonaria no Brasil, fechando as portas do Grande Oriente Brasileiro, de sua Grande Loja Provincial de Pernambuco e de todas as suas Lojas. E a Maçonaria brasileira demorou quatro anos para se recuperar do tombo e se reorganizar.
Então chegamos no período entre junho e setembro de 1822, utilizado como argumento maior dos defensores de tal atuação política por parte da Ordem, quando temos o surgimento do Grande Oriente do Brasil e sua intenção de promover a independência do Brasil. Com apenas três Lojas (a anterior, de iniciativa nordestina, tinha 09 Lojas quando foi fechada), o GOB já se encontrava totalmente dividido pela questão política, tendo à época a polarização entre a turma de Lêdo e a turma de Bonifácio. Um grupo perseguia o outro pública, política e legalmente. Isso foi bom para a fraternidade? Certamente que não. Havia harmonia nas Lojas e na Obediência? Com absoluta certeza, não. E dessa vez valeu a pena? Vejamos… O GOB não colaborou com a Independência, realizando uma reunião sobre o assunto dois dias após Dom Pedro I já tê-la declarado e comemorado em São Paulo, e um dos primeiros atos do novo Imperador foi ordenar o fechamento das portas da Obediência e suas Lojas, proibindo a Maçonaria, o que fez com que a Ordem, mais uma vez, adormecesse. Dessa vez por uma década inteira.
Poderíamos prosseguir com tal análise histórica, como na Era Vargas e na Ditadura Militar, mas não se faz necessário. Fato é que, quando as organizações maçônicas brasileiras se envolveram em questões políticas, elas sucumbiram ou traíram seus próprios princípios e membros, tornando-se apoiadoras de regimes não democráticos (mesmo a Maçonaria sendo a mãe da democracia moderna) e às vezes até expulsando, ou pior, delatando, membros da Ordem que eram no mundo profano declaradamente de ideologia oposta a tais regimes outrora instalados. Resumindo, a atuação política da Maçonaria brasileira (clara irregularidade maçônica) só obteve como resultado sérios prejuízos à fraternidade, entre perseguições e injustiças a irmãos; divisões; traições; adormecimento institucional; desvirtuação e descumprimento de princípios; etc. E nós, como maçons, não podemos permitir que tal irregularidade e tamanhos prejuízos continuem a ser produzidos pela simples vaidade de alguns irmãos que querem se declarar membros de uma instituição protagonista de mudanças políticas.
Afinal de contas, Maçonaria é uma bela escola de moralidade, baseada em alegorias e símbolos. Não é partido político nem tem objetivo ou finalidade questões políticas. Seu objetivo de promover a felicidade da humanidade é pelo amor, pelo auto aperfeiçoamento, pela tolerância pelo respeito às opiniões de cada um, ou seja, princípios e valores morais que ela ensina. Não é por meio da derrubada, permanência ou mudança de políticos, partidos ou regimes de governo. Se um maçom deseja isso (e tem total direito de desejar), que corra atrás, mas bem longe da Maçonaria, sem uso do esquadro e do compasso para tal.
Se uma Loja ou Obediência comete a irregularidade maçônica de apoiar A, como ficam os maçons, mesmo quando minoria, que apoiam B, C ou D? Ou mesmo, que optam pelo voto nulo ou em branco? Desde quando deixamos de nos colocar no lugar do próximo, de dar o benefício da dúvida, para nos tornarmos os detentores da verdade absoluta? Desde quando a seara política se tornou um campo preto e branco, de lado 100% certo e outro 100% errado?
O maçom, na qualidade de cidadão, tem total direito e até dever cívico de atuar politicamente. Enquanto maçom, não. Se exigimos o terno ou balandrau preto dentro de Loja, e temos uma justificativa de neutralidade e universalidade para isso, não podemos concordar com uma camisa amarela ou vermelha estampando o esquadro e o compasso. Nosso primeiro dever enquanto maçom é preservar a Maçonaria. E não é isso que temos visto por aí. Não precisamos estar condenados a repetir os mesmos erros do passado. Sejamos melhores que nossos antecessores, ou essa escola de moralidade não estará cumprindo seu dever de aperfeiçoamento moral a que se tem prestado há séculos.
autor  

OS LAÇOS INDISSOLÚVEIS ENTRE O RITO DE YORK E A ORDEM DeMOLAY -






A estrita relação entre o Rito de York e o surgimento da Ordem DeMolay é amplamente conhecida no meio maçônico norte-americano e de outros países, mas ainda pouco difundido no Brasil. Isso provavelmente se deve ao fato da Ordem DeMolay ter aterrissado em terras brasileiras por intermédio do Rito Escocês, mais especificamente do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, no início da década de 80, época essa em que o Rito de York, apesar de maior e mais antigo, ainda não havia sido implementado no país.
Bom, não há como falar em surgimento da Ordem DeMolay sem falar sobre Frank Sherman Land, idealista e fundador da Ordem. Ele ingressou na Maçonaria em maio de 1912, chegando ao grau de Mestre Maçom no mês seguinte (algo comum nos EUA), na Loja “Ivanhoe #446” de Kansas City, jurisdicionada à Grande Loja do Missouri. Sua Loja, assim como todas do Missouri e da maioria dos estados dos EUA, adotava (e ainda adota) o Rito de York. E, ao se tornar um Mestre, seu primeiro interesse além da Loja Maçônica foi logicamente pelo Rito de York. Menos de um mês depois de se tornar Mestre, em 23 de julho de 1912, Frank S. Land ingressou em um Capítulo do Real Arco, o Capítulo “Kansas City #28”, que funcionava em sua Loja, sendo adiantado a Mestre de Marca. Em outubro do mesmo ano foi induzido ao grau de Past Master Virtual e recebido e reconhecido como Mui Excelente Mestre. E no final do mesmo mês, foi exaltado a Maçom do Real Arco. Em seguida, foi a vez de galgar os graus crípticos no Conselho Críptico “Shekinah #24”. Já no final do ano de 1912, já como um maçom críptico, Dad Land ingressou no Rito Escocês Antigo e Aceito. E posteriormente, em 1913, Dad Land foi investido nas Ordens de Cavalaria do Rito de York, por meio da Comanderia “Kansas City #10”, que também trabalhava em sua Loja.
Como se pode ver, nos primeiros meses de Maçonaria Frank Sherman Land, nosso Dad Land, dedicou-se ao Rito de York e seus profundos ensinamentos. E ele manteve-se filiado e frequente a esses corpos até quando de seu falecimento. Como exemplo, em 1944, apesar de sua dedicação à Ordem DeMolay tomar muito de seu tempo, Dad Land foi um dos fundadores do Conselho Críptico “Kansas City #45”, formado majoritariamente por membros de sua Loja Simbólica e Capítulo do Real Arco, para funcionar na sede de sua Loja.
Seu ingresso no Shriners ocorreu em 1931, chegando ao posto mais alto, de Potentado Imperial, em 1954. Como líder maior do Shriners International, Dad Land pôde fazer ainda mais pela Ordem DeMolay, que alcançou naquela época o ápice de membros iniciados. E, em 1951, Dad Land foi condecorado com a Medalha de Ouro do Real Arco Internacional, a maior honraria concedida por esse corpo. Por sinal, Dad Land, foi o primeiro e um dos pouquíssimos a recebe-la.
Como sabemos, Dad Land fundou a Ordem DeMolay em março de 1919. No verão daquele ano, ele convenceu o maçom Frank Marshall de ajuda-lo a elaborar um ritual para seu clube de jovens. O ritual, ou melhor, rituais dos dois graus originais da Ordem, foram desenvolvidos em tempo recorde: menos de 24 horas. Isso somente foi possível por uma única razão: eles utilizaram a estrutura de outro ritual como padrão: o dos graus simbólicos do Rito de York! Isso se mostrou conveniente, considerando que a intenção era de que os futuros Capítulos DeMolays funcionassem nas Salas de Lojas (Templos, como chamam no Brasil) das Lojas Simbólicas dos Estados Unidos. Como essas Lojas tinham uma disposição específica, era melhor se adaptar a ela.
Essa estrutura do Rito de York, felizmente adotada por Land e Marshall, estão presentes até os dias de hoje, sem alterações, e evidenciam a união indissolúvel entre a Ordem DeMolay e o Rito de York. Desde a existência de Capelão e Marechal (este último chamado de Mestre de Cerimônias no Brasil por influência do REAA), cargos inexistentes no REAA; o bastão curto do Marechal; o Segundo Diácono atendendo a porta; o altar no centro da Sala (originalmente no REAA ele fica no Oriente); o andar em esquadria; o momento Em Doença e Aflição; até mesmo a sagrada e intransponível linha entre o Altar e o Mestre Conselheiro; todas essas e tantas outras são características emprestadas pelo Rito de York.
Outras características, como a reunião já se iniciar com todos na Sala, sem procissão de entrada; e a palavra circular livremente, sem uma ordem específica; tão normais e conhecidas por qualquer maçom do Rito de York, foram vistas como “estranhas” aos maçons brasileiros quando da chegada da Ordem DeMolay. O resultado foi a modificação de várias partes do ritual até então inalterado da Ordem DeMolay para uso no Brasil. Essas adulterações têm sido retiradas pelo Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil nos últimos anos, numa honrada tentativa de se retornar ao original.
Agora, algo pouco mencionado é a resistência que Dad Land sofreu quando da criação da Ordem DeMolay. Se no Brasil, durante as décadas de 80 e 90 (para não dizer que ainda ocorrem atualmente), muitas foram as dificuldades para convencer os maçons de permitirem garotos utilizarem seus “templos”, imagine como foi lá nos idos da década de 20… Não havia nada comparável na época. Foi preciso que Dad Land conseguisse o apoio e endosso de organizações maçônicas de peso. E a primeira a atender esse importante chamado foi o Real Arco Internacional, seguido pelo Grande Acampamento de Cavaleiros Templários: as duas maiores organizações internacionais do Rito de York.
Assim, vê-se claramente que não existiria Ordem DeMolay sem Rito de York. E hoje, considerando que muitos dos principais líderes do Rito de York são Seniores DeMolays (tanto lá nos EUA como aqui no Brasil), podemos afirmar, sem medo de errar, que não existiria Rito de York sem Ordem DeMolay! Ainda, como Dad Land disse, o que diferencia a Ordem DeMolay de qualquer outra organização juvenil é que… “ela tem um ritual”! E o cerne desse ritual está no Rito de York. É por essas razões e tantas outras que, neste mês de março de 2016, em que comemoramos os 97 anos da Ordem DeMolay, oro: Que Deus abençoe o Rito de York e a causa da Ordem DeMolay!

Texto de autoria de Kennyo Ismail

sábado, 20 de julho de 2013

Santos Dumont 140 anos.

 
Hoje celebramos o 140º aniversário de nascimento deste gênio brasileiro que mudou os rumos da humanidade! Ruas, escolas, edifícios e até mesmo a cidade em que nasceu levam seu nome como homenagem. Na foto, está um pouco diferente de como costumamos vê-lo, mas está fácil reconhecê-lo, não é?!
 
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

“Aprendi a voar na Alemanha, durante a guerra”

 
( Sic )
Por Plinio Lins -
Em meados de abril do corrente ano, os amigos Alexandre Venson e Francis Barros me convidaram para assistir ao treino de acrobacia de competição que seria ministrado pelo veterano russo Sergei Boriak, na Estância Teimoso, perto de Curitiba.
Ocorre que, além de assistir o treinamento, acabei me deparando com uma ‘camada’ da aviação que jamais pensei que encontraria ali: em certa hora do dia, apareceu um senhor de aspecto simpático e tranquilo, que caminhava pelos hangares e observava os voos. Veio na direção onde estávamos eu e um colega de faculdade, e perguntou quem éramos, de onde vínhamos, e iniciamos uma conversa. Em determinado momento, descobrimos que ele tinha uma história inusitada e surpreendente: ele havia morado na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, e mais, havia aprendido a voar na mesma escola que formou os ases da Luftwaffe (1)!
 
Seu nome é Ary Schnaibel, e tem 86 anos. Seus pais vieram da Alemanha para o Brasil no início do século XX e residiram por um tempo no Paraná, onde ele nasceu. Porém, no início da década de 1930, a Alemanha estava se soerguendo de uma crise e passava por uma fase de grande crescimento econômico. Isso fez com que a família Schneibel resolvesse voltar para lá, indo morar em Dresden, bela e próspera cidade ao sul de Berlim.
Chegando lá, o pequeno Ary teve um estreito contato com o mundo da aviação, que então estava em um rápido desenvolvimento, e logo começou a se envolver com construção e voo de pequenos aeromodelos.
             Ary Schnaibel (à direita) prepara um aeromodelo para o voo
 
No entanto, como é de conhecimento geral, a Alemanha estava sob o governo dos nazistas, e estes não tardariam a lançar o país na maior e pior guerra que a humanidade já viu – a Segunda Guerra Mundial.
Esse quadro histórico fez com que o jovem Ary fosse obrigatoriamente encaminhado para a vida militar. E uma vez diante dessa situação, imediatamente ele vislumbrou a chance de se tornar um piloto de caça. Ocorre que, pela questão da idade, muitos capítulos da guerra já tinham acontecido quando ele estava pronto para se tornar um caçador, e isso fez com que ele percorresse uma carreira diferenciada durante o conflito.
Curioso para saber como era aquele método de formação que gerou tantos ases, passei a fazer a ele várias perguntas, às quais foi respondendo detalhadamente. Manifestei também a intenção de publicar essa experiência de vida, ideia com a qual ele concordou.
Assim, passo a reproduzir o que ele me contou:
Como era o ensino do voo na Alemanha
“O aprendizado de pilotagem era bem diferente do que existe hoje, e o indivíduo já saía solo desde o primeiro voo… Naquela época todo mundo descobria o voo sozinho! A aprendizagem era feita em várias etapas, e o curso era gratuito e bancado pelo governo, sob a responsabilidade da Hitlerjugend (2). Quando completávamos 14 anos éramos obrigados a nos alistar na Hitlerjugend, e era possível escolher para qual atividade você seria direcionado. Óbvio que escolhi o ramo da aviação.
“O curso começava com planadores básicos, que faziam apenas pequenos ‘saltos’. Depois, conforme o indivíduo fosse se aperfeiçoando, iam aumentando a distância e tempo dos voos.
“No primeiro estágio do curso, o planador era colocado em um barranco e amarrado em uma corda esticada em ‘v’, com quatro ou cinco garotos segurando na cauda. Iam puxando até esticar a corda, e em seguida soltavam. Era só um ‘pulo’, uma ‘planadinha’ e já caía no chão; o indivíduo tinha que se virar sozinho para pousar sem quebrar.
 
 
“Em seguida passavam para a fase de reboque a automóvel, que incluía o aprendizado de curvas em voo.  Aí ou já era no Schulgleiter SG 38 ou no Grunau Baby. Rebocavam o planador com um automóvel, numa pista ou num terreno plano. Então acelerava até sair do chão, e, conforme o comprimento da corda, soltava mais alto ou mais baixo. Sempre em voos curtos. Mas nesse caso já começava a fazer curvas de 180º, 360º, etc.
“A fase seguinte era com um guincho. Lá onde eu fiz os treinos, em Dresden, o campo era arredondado, de limites irregulares, e então direcionavam o cabo de acordo com a direção do vento. Eram 1.400 metros de cabo. Decolávamos, deixávamos voar um pouco na horizontal a uns 30 metros de altura, e depois cabrávamos o nariz a uns 60 graus para dar uma subida rápida. Quando chegava mais ou menos na metade do comprimento do cabo você já estava na altura necessária, podendo então desligá-lo. Aí cada um se ‘defendia’ como podia, pegando térmica ou descendo planado. E era um lançamento atrás do outro, o céu cheio de planadores. E todo mundo em voo solo.
                                                         O jovem Ary e seu instrutor
 
 
“Era uma média de 20 ou 30 lançamentos para cada um, o total dependia do aluno. Passada essa fase, já podíamos ir para a outra etapa, que era reboque por avião. Aí já era um planador de dois lugares, o Kranich. Nesse caso era preciso um instrutor junto – não para ensinar o voo, mas para passar os macetes para ficar atrás do outro avião. Naquela época não existiam as cordas de nylon, era cabo de aço. Então se você não mantivesse a corda esticadinha, levava uns trancos de assustar!
“E ao final você tinha os exames finais para receber o brevê. O exame era dividido em ‘prova A’, prova ‘B’ e prova ‘C’. Consistiam em um voo de 50 km planado, um voo com ganho de 3000 metros e outro com 5 horas de voo em térmica. Mas muitos não
 

O voo militar, e a preparação para voar o Messerchmitt Me-163 Komet

“Quando atingi a idade de me alistar fui incorporado à Luftwaffe. Mas quando cheguei nessa fase já era o ano de 1944, a Luftwaffe já estava no fim, e nem sabíamos se daria tempo de voar em combate. Mesmo assim, me encaminharam para pegar instrução inicial do Messerchmitt Me-163 Komet - aquele ‘foguetinho’.
“Sabíamos que o número de baixas nesse modelo era monstruoso, em torno de 75%, mas naquela idade nós éramos loucos mesmo, e não ligávamos para isso. Esse avião voava até acabar o combustível, e depois planava para pousar. Ele tinha sete cargas de  foguete, e com uma carga ele já subia até 12 mil metros. Então a regra era já atacar os bombardeiros inimigos na subida, de baixo para cima, para depois dar a volta pelo alto e mergulhar atacando também – ir ‘costurando’ até acabarem as cargas. Quando esgotassem os  foguetes, a regra era apontar o nariz para o chão e mergulhar para fugir e pousar. Esse avião não era mais do que um planador, equipado com foguetes e armamento. Só que no mergulho ele não passava de 500 km/hora, e os Mustangs e os caças russos atingiam 700km/hora. Então você não tinha o que fazer numa situação dessas, não tinha arma virada para trás! Caso o indivíduo tivesse sorte e conseguisse escapar, ainda tinha o pouso pela frente, que era algo crítico. A velocidade de pouso era de 180 km/hora – cerca de 100 nós – e não tinha pista, não tinha aeroporto, tinha que pousar em qualquer lugar. E se o terreno fosse ruim, a 180 km/hora … meu amigo, o ‘troço’ era feio!”
 
“No curso para voar o Komet nós usávamos não ele, mas o Grunau Baby, que era rebocado até 3 mil metros de altura. Quando desligávamos, esperávamos um pouco e picávamos com tudo o manche, afundando o nariz e iniciando um mergulho a 90 graus em direção ao solo. Era para deixar ele mergulhar assim até uma altura de uns 300 metros, para só então nivelar. Tudo isso era para treinar a atitude de fuga do Komet. O planador não pegava velocidade, então era tranquilo para sair, dava uns 4 ou 5 ‘Gs’, mas isso não machuca ninguém e o Grunau aguentava tranquilamente. E com isso, quem era medroso já caía fora! E embaixo havia uma pista bem demarcada, com 15 metros de largura e 80 metros de comprimento. Três pousos fora daquela área e estava fora do curso, não servia para voar o avião. Mas não me lembro de ninguém ter sido desligado nessa fase, afinal, ficávamos o dia todo dentro do avião e ficávamos super acostumados.”

Mudança de rumos e a impossibilidade de voar na Luftwaffe

“Mas enfim, quando terminei essa fase a Luftwaffe praticamente já havia acabado, estava realmente ‘esculhambada’. As bases haviam sido bombardeadas pelos ingleses e americanos, e não havia mais combustível para os aviões que sobraram. Então acabaram me mandando para o front como soldado mesmo: começamos o treinamento de guerra de infantaria, e esse treinamento já era feito caminhando em direção ao Leste, onde nos juntaríamos ao grosso das tropas que estavam tentando deter o Exército Vermelho, que nessa época já estava na Polônia. Nos dois primeiros anos os russos apanharam muito e quase perderam a guerra, mas desde 1943 eles haviam começado um contra ataque muito difícil de segurar. A maioria das tropas alemãs sempre foi direcionada para a luta contra a Rússia, só que agora estava muito difícil manter. Se for contar toda a distância que eu percorri na ida, e tudo que voltei recuando, debaixo do ataque russo, deu uns 3000 quilômetros de caminhada, em três meses…”

No front, como soldado de infantaria

“Quando eu cheguei no front os russos já haviam tomado Varsóvia, e estavam avançando em direção à fronteira da Alemanha. Nós lutamos no interior da Polônia, e levamos muito chumbo deles; fomos nos virando como podíamos.
“O dia mais difícil no front foi o primeiro… Porque durante o treino nós nunca tínhamos escutado granadas, metralhadores e canhões estourando daquela forma, e o pior era saber que estavam atirando em nós. Todo dia tinha troca de tiros pesada. A companhia não lutava toda junta, ficávamos espalhados em grupos menores. Algumas vezes, para usar algumas armas contra os tanques tínhamos que chegar a apenas uns 30 metros deles! O tanque T-34 levava 8 segundos entre um tiro e outro, e nesse intervalo dava para correr um bom pedaço – segundos preciosos sobretudo na hora de fugir.
“A sorte que tivemos é que nossa unidade era comandada por um sargento super experiente, com 5 anos de guerra nas costas.  Ele sabia exatamente onde dava para parar e atirar, e onde não adiantava fazer nada. Se não dava, mandava recuar sem escrúpulos. Era um sujeito decente. Já estava tudo no fim mesmo, tudo perdido, por que ficaríamos lá marcando posição? Mas mesmo com esses cuidados, lembro que na nossa unidade, além dos mortos, uns 5 soldados simplesmente sumiram, nunca soubemos se foram atingidos, levados prisioneiros…”

Os dias finais da guerra

“Quando terminou a guerra nossa unidade já tinha recuado centenas de quilômetros e se deslocado para o outro lado; estávamos perto do porto de Hamburgo. A Alemanha estava sendo tomada pelos russos ao leste, e pelos demais aliados a oeste. Então o comandante chegou para nós e disse: “A guerra está acabando, agora é cada um por si. Juntem todo o armamento, coloquem uma dinamite no meio e explodam. Joguem fora os uniformes, procurem roupas de ‘paisano’ e tentem ir para suas casas.” Porém, pouco tempo depois fomos presos pelos ingleses, que estavam avançando na região.
“Era tanta gente presa que era impossível que arrumassem comida e água para todos, e durante uns dez dias chegamos a ficar com apenas um copo de água diário. E os ingleses não fizeram muita questão de organizar nada, nem olhavam na nossa cara. Quem trabalhava para cuidar de nós e dos demais prisioneiros eram pessoas de origem negra – imagino que eram oriundos das colônias inglesas, como a África do Sul e Nigéria – e eles  também não eram bem vistos pelos ingleses. Mas foram esses que nos ajudaram. Esforçavam-se muito para trazer alguma comida e água.
“Depois de alguns dias, iniciaram a soltura dos presos, começando pelos mais velhos e pelos mais novos. Iam chamando os grupos de acordo com o ano de nascimento: 1926, 1925, 1924, etc. Lembro que quando chamavam nascidos em determinados anos quase não havia prisioneiros, a maioria havia morrido. Eram pessoas que já estavam fazendo o serviço militar obrigatório quando a guerra começou, e desses praticamente não sobrou quase nenhum. Sobreviver a um mês de guerra já é difícil, imagina dois, três…um ano, dois anos… A minha sorte é que eu não tinha idade quando tudo começou, e da minha idade havia sobrado mais ou menos a metade do contingente.”

A Alemanha em ruínas

“Depois de soltos, cada um buscou o caminho de casa – a pé, pois não havia nenhum meio de transporte funcionando. O país estava um caos. Eu peguei a estrada em direção a Dresden, e caminhei para lá junto com um grupo de judeus, recém saídos de um campo de concentração – nós caminhamos por 5 dias. Por incrível que pareça, consegui achar minha casa e minha família. A região central da cidade havia sido praticamente aniquilada durante várias ondas de bombardeio dos aliados – eles  jogaram até barris de fósforo, para queimar tudo mesmo -  mas os bairros dos arredores, onde ficava minha casa, não foram tão atingidos. Porém, nenhum dos meus amigos que tinha ido para o front voltou. Inclusive perdi dois tios e dois primos, que nunca voltaram da Rússia. Nessa hora você fica com muita pena sobretudo das mulheres com filhos pequenos. Nós adultos sofremos quando ficamos sem comida, mas depois vamos nos acostumando. Mas criança pequena não, e isso é muito triste.”

O dia seguinte

“Depois as coisas foram se ajeitando aos poucos. Quando dividiram a Alemanha, Dresden ficou do lado soviético, e bem no quarteirão da minha casa o NKVD (3) instalou uma de suas bases. A vantagem com isso é que fecharam um perímetro muito grande ao redor, e ninguém chegava perto, ficamos bem seguros… E aos poucos fomos nos acostumando com a presença dos russos: na verdade, nunca tivemos nenhum problema com eles, eram gente boa! E aí você vê a estupidez daquela guerra: tanta gente morta, e no final eram pessoas iguais a nós.
“Mas lembro-me que um dia estávamos num baile que era só de alemães – os russos tinham ordens de não se misturarem conosco – e  em determinado momento entraram alguns oficiais do Exército Vermelho. Eles se sentaram e começaram a beber, e nós nem ligamos, deixamos eles lá bebendo à vontade. Mas algum tempo depois surgiram pela porta agentes do NKVD, que começaram a berrar e espancar esses oficiais com coronhadas de revolver e de fuzil, na frente de todo mundo. Humilharam eles na nossa frente. Depois saíram arrastando-os para fora, jogaram eles dentro do caminhão e foram embora. Eu fico lembrando disso e acho engraçado esse pessoal hoje em dia que tem pena de delinquente… se eles soubessem como era o cotidiano daquela época…”
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Aqui termina o relato gravado. Quando o Sr. Ary estava contando essa parte da história, um dos aviões acrobáticos decolou e começou a manobrar sobre nós, e tanto ele quanto eu desviamos o foco para prestar atenção no voo. Ao retornar a conversa, ele me contou como sua vida foi se reestruturando: depois de três anos (em 1948) ele e a família embarcaram em um navio do Lloyd Brasileiro, retornando novamente ao Brasil. A viagem de volta foi narrada por ele em um diário recheado de fotos e ilustrações, com algumas páginas que são uma verdadeira obra de arte.
Chegando ao Paraná, ele se incorporou ao Exército Brasileiro, ao qual serviu durante um tempo, e após seu desligamento envolveu-se em diversas atividades relacionadas ao voo, inclusive ajudando a fundar a IPE Aeronaves e a Estância Teimoso, condomínio aeronáutico no qual reside até hoje.
 
 
 
 
 
As fotos em preto e branco foram cedidas por Ary Schnaibel.
Colaborou: Thiago dos Santos Dias
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Notas:
(1) Força Aérea Alemã
(2) Juventude Hitlerista – instituição de alistamento obrigatório que visava treinar e doutrinar jovens para as atividades civis e militares do “Reich”.
(3) Sigla para “Narodnyy Komissariat Vnutrennikh Del“, ou “Comissariado do Povo para Assuntos Internos”. Era a polícia responsável pela segurança política do Estado soviético, e que mais tarde se transformaria na KGB (Comitê de Segurança do Estado)
Fonte : Aeromagia
 
 
 
 

 
 
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Aeronaves sucateadas desmonte será retomado em agosto.

 
A Corregedoria Nacional de Justiça programou para 2 de agosto o próximo desmonte de aeronaves de grande porte que estão sucateadas e paradas nos aeroportos brasileiros. O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, participará de cerimônias em Salvador/BA e Recife/PE que marcarão o início dos desmontes de cinco aeronaves pertencentes à massa falida da Vasp.
A iniciativa faz parte do programa Espaço Livre, criado em fevereiro de 2011 com a finalidade remover dos aeroportos toda a sucata de aviões pertencentes a empresas aéreas que faliram nos últimos anos e que ainda ocupam espaços nos terminais. O programa busca unir as diversas autoridades envolvidas na questão e buscar soluções para a retirada das aeronaves dos pátios e hangares dos aeroportos.
Com o desmonte das cinco aeronaves da Vasp (modelos Boeing 737-200), o Aeroporto Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães e o Aeroporto Internacional de Recife Gilberto Freyre estarão livres dos restos de aeronaves deixadas por empresas aéreas falidas ou em processo de recuperação judicial. Restarão 36 aviões abandonados em sete aeroportos brasileiros, localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Maranhão e também no Distrito Federal. Desde o início do programa, 19 aeronaves de grande porte foram desmontadas, leiloadas ou removidas.
No último dia 15 de maio, o ministro Francisco Falcão e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, reuniram-se na sede do TJSP com representantes da Infraero e das concessionárias responsáveis pela administração dos aeroportos. O encontro deu início à elaboração do cronograma de desmontes do segundo semestre de 2013. Novo encontro está previsto para os próximos dias, em Brasília/DF, com o objetivo de definir as novas ações do programa.
Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias